Os efeitos de transbordamento do crescimento entre as fronteiras estão entre os principais benefícios da integração regional.a Num espaço econômico mais integrado, as perspectivas de crescimento a longo prazo dos países tornam-se interligadas à medida que os mercados dos países vizinhos se tornam mais acessíveis. O crescimento dos países vizinhos estimula o crescimento interno, que beneficia os vizinhos. Esse multiplicador espacial multiplica as recompensas das boas políticas e contribui para a convergência dos padrões de vida. Quantificando os benefícios dos efeitos de transbordamento do crescimento De 1970 a 2000, a participação num acordo comercial regional comum (ACR) era associada a um efeito de transbordamento do crescimento de 13,6 a 15,3%, de modo que cada aumento de um ponto percentual na taxa média de crescimento dos parceiros do ACR trazia um “bônus de crescimento” de 0,14% para complementar o crescimento interno. Associado a isso está um multiplicador espacial de 1,14 a 1,18, de modo que a integração regional aumenta a eficácia das políticas internas de promoção do crescimento em cerca de 14 a 18%. Na Europa e na Ásia Oriental, onde a integração regional foi mais forte, os benefícios durante as últimas décadas foram ainda maiores. Para esses países, a média de efeito de transbordamento do crescimento entre 1970 e 2000 foi de 15,3 a 17,0%. Isso contribuiu para uma convergência lenta mas constante dos padrões de vida, de modo que a diferença de prosperidade entre os países mais pobres e os mais ricos da OCDE chegou a uma taxa média de 1,59 a 1,85% ao ano. Além disso, a eficácia das políticas internas de promoção do crescimento foi incrementada de 18,1 para 20%. Na África Subsaariana, a média de efeito de transbordamento do crescimento foi muito inferior, o que demonstra a relativa falta de integração regional apesar da abundância de ACRs. O efeito de transbordamento do crescimento é estimado em apenas 2,9 a 3,9%, o que sugere um multiplicador espacial de somente 1,01 a 1,04. Essa descoberta de efeitos de transbordamento do crescimento praticamente inexistentes vale quando os vizinhos são definidos por contigüidade em vez de participação num ACR. A taxa de crescimento típica de um país subsaariano era basicamente independente das taxas de crescimento de seus vizinhos. 
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Implicações para os países sem litoral e pobres em recursos da África Subsaariana Nas condições atuais, se os países subsaarianos cujos recursos naturais são mais favoráveis passassem por uma aceleração do crescimento, os países sem litoral e pobres em recursos da África Central seriam deixados ainda mais para trás. Se a Suíça tivesse ficado sujeita a efeitos de transbordamento para a República Centro-Africana entre 1970 e 2000, seu PIB per capita em 2000 seria 9,3% mais baixo, com uma perda cumulativa de PIB de US$ 334 bilhões (dólares 2000 internacionais), ou 162% do PIB suíço (ver figura do quadro). Fonte: Roberts e Deichmann 2008. |
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