 A GEOGRAFIA ECONÔMICA EM TRANSFORMAÇÃO

As localidades atuam bem quando promovem transformações segundo as dimensões da geografi a econômica; maior densidade conforme as cidades crescem; menores distâncias à medida que trabalhadores e empresas migram para locais mais próximos à densidade; e menos divisões, à medida que os países reduzem suas fronteiras econômicas e entram nos mercados mundiais para aproveitar a vantagem da dimensão e da especialização. As mudanças ao longo destas três dimensões – densidade, distância e divisão – são visíveis nas partes do mundo em esenvolvimento que agora estão prosperando. O Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial 2009 conclui que essas transformações são essenciais e devem ser incentivadas.
Esta conclusão não deixa de ser controversa. O número dos moradores de favelas eleva-se a um bilhão, mas a corrida para as cidades continua. A globalização tem sido benéfi ca para muitos, mas não para o bilhão de pessoas que vivem em áreas remotas dos países em desenvolvimento. E mesmo quando outros aumentam sua riqueza e prolongam sua vida, a pobreza e a alta mortalidade persistem entre o “último bilhão” que vive preso sem acesso aos mercados globais. A preocupação com esses grupos que se cruzam com freqüência vem com a prescrição de que o crescimento econômico deve ser mais equilibrado do ponto de vista espacial. Este relatório tem uma mensagem diferente: o crescimento econômico será diferente. Procurar disseminar a atividade econômica signifi ca desencorajála. Mas o desenvolvimento ainda pode ser inclusivo mesmo para as pessoas que começam suas vidas distantes da densa atividade econômica. Para que o crescimento seja rápido e compartilhado, os governos precisam promover a integração econômica, o conceito central, como argumenta este relatório, nos debates sobre políticas relacionadas com urbanização, desenvolvimento territorial e integração regional. Em vez disso, todos os três debates atribuem demasiada ênfase a intervenções com base na localidade. A Geografia Econômica em Transformação reenquadra esses debates para incluir todos os instrumentos da integração: instituições neutras do ponto de vista espacial, infra-estrutura de ligação e intervenções espacialmente direcionadas. Por meio da calibração da combinação desses instrumentos, os países que se desenvolvem atualmente podem reestruturar sua geografi a econômica. Se executarem bem essa tarefa, seu crescimento ainda será desigual, mas seu desenvolvimento será inclusivo. 
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